GeoSES

As características socioeconômicas de um indivíduo estão fortemente correlacionadas com sua saúde. Compreender a realidade socioeconômica de uma região pode contribuir para a criação de políticas públicas mais eficientes. Por exemplo, pode-se aprimorar a alocação de recursos e serviços, melhorando a saúde da população e reduzindo desigualdades.

Neste contexto, o Índice Socioeconômico do Contexto Geográfico para Estudos em Saúde (GeoSES) [1] resume as principais dimensões socioeconômicas para fins de pesquisa, avaliação e monitoramento das desigualdades em saúde no Brasil.

O índice foi criado a partir do Censo Demográfico de 2010, cujas variáveis foram agrupadas em sete dimensões, alinhadas aos principais referenciais teóricos para estudos em saúde populacional.

As dimensões que compõem o índice — educação, mobilidade, pobreza, riqueza, renda, segregação e privação a recursos e serviços — descrevem as características da população brasileira, as quais diferem de uma localidade para outra, permitindo múltiplas escalas de investigação e comparação.

O GeoSES está definido para três abrangências:

GeoSES-BR: cálculo dos índices em nível nacional, envolvendo todos os municípios do País. Aqui cada município possui um índice, o qual pode ser diretamente comparado com os demais. O diferencial desta abrangência é fornecer um panorama global do desenvolvimento socioeconômico em todo o território nacional. Dados disponíveis no arquivo “nacional.csv”;

GeoSES-UF: cálculo dos índices em nível estadual. Por exemplo, o GeoSES-SP fornece o índice de cada município do estado de São Paulo; o GeoSES-RJ fornece o índice de cada município do estado do Rio de Janeiro. O diferencial desta abordagem é analisar o desenvolvimento socioeconômico de um estado sem interferência das demais regiões do País. Portanto, não é possível comparar diretamente o GeoSES de municípios pertencentes a Estados distintos. Os resultados podem direcionar ações e planos específicos do gestor estadual para o desenvolvimento socioeconômico dos municípios com os piores índices. Dados disponíveis em arquivos distintos, um para cada UF;

GeoSES-IM: cálculo dos índices em nível intramunicipal. Aqui, todo município com três ou mais áreas de ponderação possui um índice definido para cada região. O diferencial é destacar as diferenças e semelhanças socioeconômicas dentro do mesmo espaço urbano. Novamente, não faz sentido comparar uma área de ponderação de uma cidade com a de outra, pois os dados utilizados para compor o índice são distintos. Observa-se também que não há uma relação direta entre o índice de cada área de ponderação com o índice único do município (obtido ou pelo GeoSES-UF ou pelo GeoSES-BR). Dados disponíveis em arquivos distintos, um para cada município. Aqueles sem informação indicam que o município possui menos de três áreas de ponderação, portanto não possui o GeoSES-IM definido.

Observação: os municípios são identificados pelo seu código do IBGE.

O GeoSES foi desenvolvido pelo PROADI-SUS “Projeto Big Data” (nº 25000.028646/2018-10), executado pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) para o Ministério da Saúde, sob coordenação do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS (DEMAS).

Referências

[1] Barrozo, L. V., Fornaciali, M., de André, C. D. S., Morais, G. A. Z., Mansur, G., Cabral-Miranda, W., ... & Amaro Júnior, E. (2020). GeoSES: A socioeconomic index for health and social research in Brazil. PloS one, 15(4), e0232074.

Dados e recursos

Informações Adicionais

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Última Atualização 22 de Julho de 2020, 15:41 (UTC)
Criado 22 de Julho de 2020, 15:40 (UTC)